Junte três gigantes, sendo um da área de tecnologia, um financeiro e outro da comunicação e concentre seus recursos , seus profissionais e esforços para um objetivo comum, o que você acha que terá como resultado? Com certeza algo muito bom, para não dizer extremamente bom. É isto o que aconteceu com o Extreme Makeover 2010 onde a Microsoft, o Itaú e a Editora Globo se uniram para criar um projeto que é quase um reality de PJs (pessoas jurídicas), onde tivemos a oportunidade de acompanhar o que pode ser feito de melhor utilizando os recursos técnicos e financeiros disponíveis para as PMEs (pequenas e médias empresas).
Três pequenas empresas foram selecionadas e receberam seis meses de consultoria técnica e financeira, fomentando uma verdadeira transformação estrutural, com hardware e software da Microsoft e de empresas parceiras. Os vencedores também ganharam modificações em seus sites para torná-los mais atraentes e funcionais.

Michel Levy - Presidente da Microsoft BR
Este post resume os pontos interessantes do evento de encerramento que foi realizado na sede da Microsoft. A abertura do evento ficou a cargo de Michel Levy, presidente da Microsoft Brasil que ressaltou a revolução que tem causado a computação em nuvem (cloud computing): “O famoso cloud computing vai operar uma grande mudança nas empresas, principalmente nas pequenas e médias”, afirmou. “Com isso, uma empresa como a nossa poderá oferecer a mesma tecnologia de uma grande corporação para um pequeno negócio.”

Max Gehringer e o autor do post em um momento de pura "tietagem".
O evento teve como moderador o grande comentarista corporativo e homem de idéias: Max Gehringer. Ele começou explicando a origem suíça do seu sobrenome Gehringer em um homem nascido no interior de São Paulo (Jundiaí) e os fatos curiosos que ele passou por conta de ter um sobrenome tão diferente, para depois nos dizer: “Por que o brasileiro tem a mania de explicar o que ninguém perguntou?”. Estava ganha a platéia.
Com grande maestria, um Max descontraído e humorado nos conduziu agradavelmente por fatos, idéias e constatações que nos fizeram refletir e repensar conceitos e idéias. Uma delas foi a de que no Brasil 88% da mão de obra estão em pequenas empresas em quatro milhões de empresas legalmente constituídas e pelo menos mais quatro milhões na informalidade. Porém, todas as instituições de ensino superior somente preparam o aluno para trabalhar em grandes corporações.
Mão de obra e consumidor das pequena empresas
O desafio do empreendedor de hoje é se preparar para ter a mão de obra e de um público consumidor que está se formando de uma geração de jovens de dezesseis anos de idade que não acredita que houve um tempo que não existia a internet. Numa geração marcada pela forte ambição e imediatismo, ele comentou de uma carta que recebeu de um jovem estagiário que o deixou perplexo: “eu estou a vinte e um dias na empresa e não aconteceu nada de novo. O que eu faço?”. Ao que o Max respondeu: “olhe para o seu lado, deve haver um Seu Onofre que está a vinte e um anos na empresa e também não aconteceu nada de novo. Porém ele esta sempre feliz, é o primeiro a chegar na empresa e todos reconhecem sua boa vontade em ajudar”. O Seu Onofre vem de uma geração em que a preocupação era ter uma existência digna e a celebrar cada conquista. E que esta conquista tinha como característica a conclusão de uma etapa para o início de uma nova. Segundo opinião do palestrante a geração de jovens não está preocupada com a conclusão das etapas e quer simplesmente passar a próxima. Se pensar que um funcionário passa ao máximo por oito promoções por toda a sua vida profissional, esta próxima geração pode se frustar.
Outro ponto destacado pelo palestrante é que esta geração de jovens não criou nada de novo e tudo que eles usufruem foi criado e desenvolvido pela geração anterior.
Os funcionários “por enquanto”
Segundo o palestrante, para uma pequena empresa a seleção de sua mão de obra é crucial. Trocar a todo momento de empregados tem um elevado custo em termos de tempo de treinamento e estabelecimento de um relacionamento de confiança. Disse para evitar ao máximo os funcionários “por enquanto” que estão trabalhando sempre de olho em outras oportunidades. Se aparecer um candidato com MBA, doutorado e especializações, não o contrate, pois ele pode ser um funcionário “por enquanto”. Por outro lado, se aparecer um candidato que ao responder a pergunta do motivo que ele quer trabalhar na empresa e ele responder que é por que ele mora do outro lado da rua, contrate-o. Provavelmente se ele receber uma oferta de trabalho em uma empresa do outro lado da cidade ele vai recuasar.
Pensamentos.
Segundo Max Gehringer, as mídias sociais vieram para ficar e tem a vantagem de ser de graça e por este motivo é um bom canal de divulgação da empresa. Hoje ninguém olha para um anuncio de três linhas em um jornal.
Algumas frases do Max Gehringer proferidas no evento:
“Toda grande empresa um dia já foi pequena, o grupo Votorantim já foi uma fábrica de tecidos.”
“Os pioneiros se diferenciam”
“Grandes empresários iniciaram como grandes empregados.”
Conversa com os vencedores do programa.

Os vencedores do Extreme não escondiam a satisfação de terem participado do projeto.
No final, os representantes das três empresas vencedores subiram ao palco e responderam perguntas do moderador e do público presente. O que foi senso comum e notório é como um pequeno investimento em tecnologia, desde que bem aplicado, pode causar profundas transformações na empresa. E foi também bastante comentado a mistificação sobre a tecnologia e a falta, ou excesso de informações, que assustam ou confundem o pequeno empreeendedor, bem como o preconceito de que as soluções de informática são caras.

Fernando Kimura apresenta o Case do Buffet Platô com SharePoint
O grande destaque entre as tecnologias apresentadas foi o SharePoint como elemento transformador de organização, programação de trabalhos e de custos e compartilhamento de documentos e informações, trocando a velha lousa branca, anotações de pedaços de papéis que se perdem e ligações desesperadoras em busca de informação para um sistema “em nuvem” que pode ser acessado de qualquer localidade e até em trânsito. Sem contar que um sistema em nuvem pode custar apenas R$ 17,00 ao mês para o empresário.

Fábio Tozaki, executivo da Minatech especialista em PME (Pequenas e Médias Empresas) e varejo.
Nós da Minatech há muito tempo temos investido esforços em pesquisa e desenvolvimento de aplicações para o SharePoint, por considerá-la uma ferramenta extremamente útil para empresas de qualquer porte. Saber, no evento, de casos reais em que esta ferramenta transformou empresas é muito gratificante.
Ao término do evento, o que ficou bastante claro para nós é a diferença entre transformação e mudança. Uma trasnformação é incorporada a empresa, uma operação definitiva, enquanto a mudança vai e volta, uma maquiagem. O objetivo do Extreme Makeover é incentivar transformações nas empresas.
Um grande abraço a todos e até a próxima.
Links úteis:
Maiores informações sobre a computação em nuvem e o SharePoint, contate o autor (minasse@minatech.com.br). Estou a disposição para compartilharmos informações e idéias.